Premiações de mata-mata não fecham a conta de ninguém — e o Corinthians de Memphis pode provar

Copa do Brasil vai aumentar a premiação? Ótimo. Mas esse dinheiro será mais bem gasto se for para a base da pirâmide. Crédito: Coluna: Rodrigo Capelo; Edição: Amanda Dantas; Supervisão e distribuição de conteúdo: Jefferson Perleberg

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O Corinthians divulgou, nesta terça-feira, 5, um comunicado sobre a decisão liminar da Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional do Tatuapé do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que suspende o contrato da equipe com a empresa Fatal Fans.

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Na nota oficial, o time alvinegro afirmou que irá cumprir a determinação provisória, que foi realizada “sem que o clube tivesse ainda se manifestado”. A medida veta exposição, divulgação ou promoção da plataforma de conteúdo adulto gerida pela Fatal Model e estabelece um prazo de 15 dias para a retirada ou cobertura da marca nos uniformes, espaços esportivos e canais digitais.

“o Corinthians reitera que está cumprindo as determinações do Juízo, confia no contraditório e apresentará sua defesa no processo. A proteção de crianças e adolescentes, assim como o respeito às mulheres, são compromissos do Clube, e não de agora”, escreveu a instituição.

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Breno Bidon, jogador do Corinthians, e o patrocínio Fatal Fans no calção do uniforme da equipe paulista Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

A liminar também determina que o Corinthians adote mecanismos de verificação de idade para restringir o acesso de crianças e adolescentes aos conteúdos do site patrocinador.
A atividade da Fatal Fans foi definida como “perigo do dano, diante do risco concreto à integridade emocional, à dignidade e ao desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes”, já que a marca estava exibida em diversos meios do clube, alcançando “expressivamente” o público infantojuvenil.
O contrato da equipe paulista com o patrocinador foi assinado em junho deste ano, com acordo de R$ 22 milhões e válido até 2027. A empresa é exibida no calção das equipes masculinas, mas não nas femininas, que estampava a campanha “Respeita as Mina”.
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Após a assinatura da MP das bets, a Fatal Model chegou a apresentar uma proposta para ocupar o espaço máster do uniforme por R$ 120 milhões anuais. Além da decisão judicial, pesa contra essa oferta a possibilidade de a medida provisória cair no Congresso Nacional.
“Reforçamos, também, que seguiremos atuando com respeito às instituições e aos valores da nossa torcida e da sociedade”, finalizou o Corinthians.
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