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Atriz, que começou diante das câmeras ainda criança, conta como a experiência transformou seu olhar sobre o ofício e o que espera dos próximos trabalhos

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Klara Castanho celebra 20 anos de carreira e conta como aprendeu a preservar a vida pessoal — Foto: Divulgação Fabio Audi

Aos 26 anos, Klara Castanho completa duas décadas de carreira em 2026. O tempo de trajetória, iniciado quando ela tinha apenas cinco anos, trouxe experiências na televisão, no cinema e no streaming, além de uma relação particular com a profissão e com a exposição pública. Hoje, a atriz diz preservar da menina que começou diante das câmeras justamente aquilo que a levou a seguir no ofício: o entusiasmo de estar em um set. "Sou apaixonada pelo meu ofício e poder exercê-lo é o que sempre vai fazer meus olhos brilharem", conta à revista ELA.

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Ao longo desses anos, a forma de escolher personagens também mudou. Klara passou a procurar histórias que despertem não apenas seu interesse, mas também sua curiosidade sobre os caminhos que a narrativa pode tomar. Para ela, essa percepção está relacionada à consciência adquirida a partir de uma carreira iniciada ainda na infância.

"Eu busco histórias que me cativem, que despertem em mim, também, a curiosidade pelo que vai vir na história. Acredito que isso tenha sido uma consciência conquistada, já que comecei tão cedo", afirma.

Aos 26, Klara Castanho completa 20 anos de carreira e fala sobre vida sob os holofotes — Foto: Divulgação Fabio Audi

Um dos trabalhos que marcam esse momento é "Marília", em que interpreta Maiara, da dupla com Maraisa e uma das amigas próximas de Marília Mendonça. Dar vida a uma pessoa real, conhecida pelo público e ligada a uma história ainda presente na memória coletiva, trouxe uma preocupação específica para a atriz: imaginar como seria para a própria Maiara assistir à representação de sua trajetória.
"Imagino que seja muito curioso pensar que alguém está reproduzindo desde as coisas simples até as mais complexas da sua personalidade. Pensar nisso me fazia estar cada vez mais atenta às cenas e circunstâncias da vida dela que foram registradas pelo filme", diz.
A preparação também passou pelo contato com pessoas que fizeram parte da convivência de Maiara, Maraisa e Marília. Klara lembra que trocou mensagens com Maiara quando seu nome foi anunciado no projeto e recebeu dela a autorização para interpretar a personagem. Durante as filmagens, outras pessoas próximas às artistas ajudaram a trazer detalhes que contribuíram para a construção.
"Trocamos algumas mensagens assim que meu nome foi divulgado no projeto, e recebi a benção para vivê-la. Nos bastidores, acabamos encontrando pessoas que convivem com as gêmeas, Maiara e Maraisa, e que conviveram com a Marília, então acabávamos ouvindo detalhes das personalidades ou de momentos importantes pra elas que nos eram cruciais", relata.
Para Klara, a experiência também representou uma mudança na maneira de atuar. Em vez de partir da criação de uma personagem, ela chegou ao trabalho diante de uma figura que já tinha uma identidade reconhecível e precisava encontrar espaço em seu próprio corpo e em seu jeito de interpretar.
"Foi a primeira vez que cheguei em um projeto com a personagem já pronta e que eu só precisava encaixá-la no meu corpo e no meu jeito. Representar uma pessoa que o grande público tem um registro tão forte me permitiu descobrir uma nova forma de atuação", avalia.
Klara Castanho revela como lida com a exposição e escolhe os personagens que quer interpretar — Foto: Divulgação Fabio Audi
"Marília" é parte de um momento profissional que inclui ainda "Minha Sombra Luminosa" e projetos como "Quando Ela Desaparecer" e "Deixa Acontecer". Klara vê essa etapa como uma abertura para possibilidades que ainda não havia explorado. Depois de interpretar personagens que considera densas, ela pretende continuar nesse caminho.
"Estou muito feliz. Sou jovem, mas tenho uma longa estrada que me trouxe até aqui. Sinto que essa nova fase da minha vida, aos 26 anos, abre um leque de opções inexploradas que estou ansiosa para viver. Tive a sorte de viver personagens muito densas até aqui, e almejo que continue por esse caminho", comenta.
A trajetória profissional também foi construída enquanto Klara crescia sob os olhos do público. Ao longo das duas décadas, ela optou por manter a vida pessoal mais reservada e concentrar a atenção em seu trabalho. O reconhecimento, para ela, está justamente na possibilidade de ser acompanhada pela carreira que construiu.
"Sou extremamente grata às pessoas que acompanham minha trajetória. O reconhecimento do impacto do meu trabalho está justamente aí. Cresci mais reservada em relação à minha vida pessoal justamente para que meu ofício fosse o foco principal das conversas que me incluem. Tive a sorte de entender cedo o que gostaria de fazer profissionalmente e ser reconhecida por isso é muito gratificante", observa.
Essa relação com a privacidade começou ainda na infância. Klara revela que os pais tiveram papel importante em estabelecer limites e preservar aquilo que não contribuía positivamente para sua formação. Em casa, segundo a artista, os assuntos sempre foram discutidos de forma aberta, inclusive diante das mudanças provocadas pela exposição pública.
"Sempre fui extremamente cuidada e blindada do que não agregava positivamente a mim, pelos meus pais. Cresci num ambiente onde tudo sempre foi e é muito conversado. Nenhum de nós, há 20 anos, sabia o impacto que eu me tornar uma artista nos traria", explica.
Klara Castanho revela o que mudou na escolha de personagens e como preserva a vida pessoal — Foto: Divulgação Fabio Audi
A decisão de preservar detalhes da rotina familiar foi, desde o início, uma forma encontrada pelos três para lidar com a exposição. Hoje, Klara entende que apenas dá continuidade aos cuidados que começaram quando ela ainda era criança.
"Com muito cuidado, eles me guiaram para que eu sempre preservasse minha sanidade. O objetivo deles, lá atrás, era que eu conseguisse alcançar meus sonhos e, assim, entendemos juntos que mantendo detalhes da nossa vida, de casa, do dia a dia, do nosso convívio, reservados, meu emocional poderia ser melhor preservado. Hoje em dia eu só sigo os passos que eles começaram a trilhar comigo", conclui.
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