A médica Marcella Segato de Sousa Melo (foto em destaque), denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) por ter dito em um grupo de profissionais da saúde para não dar alta a pacientes que votam no Partido dos Trabalhadores (PT), se pronunciou e pediu desculpas pela conduta. Ela foi demitida do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), onde era terceirizada. Em nota divulgada à imprensa, Marcella pede desculpas aos pacientes e suas famílias, aos colegas de trabalho e internos da unidade hospitalar. “Lamento profundamente que minhas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou minha atuação profissional”, diz parte da nota. A médica bolsonarista também afirmou que as mensagens enviadas não espelham o seu comportamento no hospital, e que nunca atrasou ou negou a alta de qualquer paciente por causa do seu lado político. Por fim, ela ressaltou que o voto é secreto e “deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação”. Leia na íntegra a nota da médica:“Peço desculpas às pacientes e às suas famílias, aos colegas, aos internos e ao hospital. Lamento profundamente que minhas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou minha atuação profissional.Essas mensagens, porém, não se transformaram em conduta nem resultaram em procedimentos inadequados. Nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada. Todas foram avaliadas e liberadas exclusivamente por critérios clínicos, como sempre ocorreu.Da mesma forma, nenhuma avaliação levou em conta preferência política. O voto é secreto e deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação.Desde 2017, realizei milhares de partos de mulheres de diferentes origens e convicções. É esse compromisso que verdadeiramente orienta minha vida profissional”.EntendaNa última sexta-feira (2/10), antes da votação do primeiro turno das eleições, a profissional de saúde mandou a seguinte mensagem no grupo de médicos: “Boa sexta a todos. Quem estiver na enfermaria no domingo, não é para dar alta para ninguém, a maioria é petista”.Um integrante respondeu a mensagem com uma figurinha com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo sinal de positivo. Outros 12 integrantes do grupo reagiram a mensagem com emojis de risada, joinha e bandeira do Brasil. Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que as denúncias relacionadas à médica são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.







