Igor Gadelha

Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social, fala em "interferência" no momento em que campanha de Lula questiona a Meta

Carolina Nogueira

14/10/2026 18:24

Hugo Barreto/Metrópoles

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou nesta quarta-feira (14/10) que não tem dúvidas de que os Estados Unidos estão interferindo nas eleições brasileiras.

“Estão objetivamente interferindo na eleição dos brasileiros”, afirmou Sidônio. Questionado se tinha dúvidas sobre a atuação dos Estados Unidos no processo eleitoral, o ministro respondeu que não.

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Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
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Sidônio Palmeira, ministro da Secom, e o presidente Lula
Ricardo Stuckert/PR
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Presidente Lula
Ricardo Stuckert
A declaração ocorre em meio à ofensiva da campanha do presidente Lula contra uma suposta interferência estrangeira no pleito, especialmente por meio das plataformas digitais.
Nesta quarta, a campanha petista voltou a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, sob a alegação de tratamento desigual entre as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
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Entre os episódios apontados está o funcionamento da inteligência artificial da Meta. Segundo testes relatados pela campanha, a ferramenta permite a criação de imagens de propaganda eleitoral favoráveis a Flávio, mas bloqueia pedidos semelhantes relacionados a Lula.
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A campanha também questiona problemas na distribuição e no alcance de conteúdos do petista nas plataformas.
A Meta já tinha negado favorecimento e afirmou que as acusações são “falsas” e “sem respaldo nos fatos”. A empresa sustenta que problemas técnicos citados pela campanha não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas.
A equipe de Lula decidiu ainda internacionalizar a denúncia. Segundo o coordenador da campanha, Camilo Santana, por orientação do próprio presidente, as suspeitas de interferência serão levadas à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Representantes da campanha também devem apresentar os indícios reunidos a observadores internacionais credenciados junto ao TSE.

