Likud não informou o motivo do pedido, mas, segundo o jornal “Times of Israel”, a iniciativa pode indicar preocupação com a mobilização insuficiente de eleitores de sua coalizão

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reage após preencher sua cédula de votação em uma seção eleitoral em Jerusalém — Foto: Yonatan Sindel/Flash90, via AP
O Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou uma petição à Comissão Eleitoral Central para estender o horário de votação nas eleições desta terça-feira (27). Na maioria das seções eleitorais, a votação está prevista para terminar às 22h (17h em Brasília).
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O partido não informou o motivo do pedido, mas, segundo o jornal “Times of Israel”, a iniciativa pode indicar preocupação com a mobilização insuficiente de eleitores de sua coalizão.
O partido ultraortodoxo Shas também aderiu à petição, alegando que a participação eleitoral elevada exige mais tempo para que todos possam votar. “Os partidos estão tentando evitar uma situação em que os cidadãos que aguardam na fila não consigam votar”, afirmou.
Mais cedo, Dean Livne, diretor-geral interino do Comitê Central de Eleições, disse que as seções eleitorais permaneceriam abertas após as 22h caso ainda houvesse pessoas na fila esperando para votar.
Segundo o Comitê Central de Eleições, a participação eleitoral atingiu 55,7% às 16h no país, a maior participação já registrada neste horário e um aumento em relação aos 47,5% registrados no mesmo horário nas eleições de 2022.
A mobilização reflete a importância do pleito, o primeiro desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Os eleitores vão às urnas em meio ao trauma do ataque, o mais letal da história de Israel, e às guerras subsequentes em Gaza, no Líbano e no Irã.
As políticas da coalizão de direita de Netanyahu provocaram divisões dentro do país e aprofundaram o isolamento internacional de Israel. O premiê, por sua vez, defendeu seu histórico, afirmando ser o único líder com firmeza suficiente para enfrentar os adversários de Israel.
Mais cedo, Netanyahu e seus parceiros de coalizão de extrema direita fizeram um último esforço para levar seus apoiadores às urnas, alertando para o aumento da participação de eleitores árabes, em uma estratégia denunciada por políticos árabes como racista e inflamatória.
Em uma série de publicações, Netanyahu destacou as longas filas nos locais de votação em comunidades árabes e divulgou uma imagem que, segundo ele, mostrava árabes, incluindo mulheres usando niqab, esperando para votar.
"Se não acordarmos agora, acabaremos com um governo de Mansour Abbas e Ahmed Tibi", afirmou em uma publicação, referindo-se a dois importantes políticos árabes palestinos de Israel.
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