Como CT Paralímpico ajudou o Brasil a se tornar uma potência mundial

Paralimpíada do Rio-2016 faz 10 anos e tem como maior legado megacomplexo esportivo em SP. Crédito: Reportagem: Ricardo Magatti; Imagens: Bruno Nogueirão e CPB; Edição: Jefferson Perleberg

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Um dos principais eventos do calendário da World Athletics, o Mundial de Corrida de Rua pode ser disputado no Brasil em 2028. O país é um dos candidatos a receber a competição daqui a dois anos. A candidatura brasileira tem o Rio de Janeiro na disputa.

O Rio é forte candidato a ganhar a disputa. A capital fluminense concorre com cidades de Austrália, Bélgica, Canadá e Holanda. A World Athletics vai anunciar a sede em março de 2027. O evento ainda não tem o dia definido, mas é certo que será no fim de setembro de 2028.

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“Entendo que, como o último Mundial foi na Europa, seria importante realizar em outro continente. Isso dialoga com a política da World Athletics de descentralização”, avalia Wlamir Motta, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

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Rio de Janeiro é candidato a receber Mundial de Corrida de Rua de 2028 Foto: Wilton Junior/AE

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A candidatura brasileira aposta no legado olímpico da Rio-2016, na infraestrutura e na paisagem local da capital fluminense, uma das cidades mais visitadas da América do Sul.

“Todos querem correr no Rio de Janeiro”, acredita o dirigente. “É uma cidade com grande infraestrutura, um mercado crescente e apaixonado pela corrida de rua e o fato de estarmos na América do Sul, um grande mercado para a World Athletics”.
Também pode ajudar o Brasil o crescimento acelerado da corrida de rua no País, que reúne cerca de 15 milhões de praticantes e tem aproximadamente 13 mil provas previstas para 2026. Conforme levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo), o número de eventos oficiais aumentou 85% em 2025.
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A CBAt trabalha nos bastidores desde o ano passado, quando começou a conversar com representantes da World Athletics e da prefeitura do Rio.
Legado olímpico e infraestrutura são trunfos do Rio de Janeiro na disputa Foto: Divulgação/Maratona do Rio
O Mundial de Corrida de Rua inclui três provas: de uma milha, 5 km e a meia-maratona, abertas tanto para atletas de elite quanto para corredores amadores.
A competição foi realizada neste ano em Copenhague, na Dinamarca, e no ano que vem será em Yangzhou, na China.
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O principal legado é o impacto disso: as pessoas, as crianças que podem ver seus ídolos de perto, a visibilidade para os atletas e seus treinadores. O legado é imaterial, é o que fica como consequência disso. O crescimento do esporte, o aumento do número de fãs e praticantes fazem com que tenhamos um futuro muito promissor.
Wlamir Motta, presidente da CBAt
O Brasil sediou neste ano, pela primeira vez, o Mundial de Marcha Atlética, em Brasília. A experiência foi bem-sucedida e cacifa o país para receber competições internacionais de atletismo, na visão de Motta.
“O Brasil é um local onde todos querem competir, seja pelo clima favorável, pelas pistas, por receber bem o turista esportivo”, reforça o presidente da CBAt. “Temos nossos ídolos, como o Piu, um atleta extremamente carismático, um ícone do atletismo global. Isso é importante também”.
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