Giovanna da Costa Romaro (Atibaia, São Paulo, 1988) é uma servidora pública, produtora cultural, artista e ativista brasileira. Atua na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolvendo projetos de acessibilidade, cultura e direitos humanos. É também autora e curadora, com atuação em coletivos voltados ao anticapacitismo e à democratização cultural.
Infância e formação Nascida em Atibaia, Giovanna estudou em escolas públicas e particulares da cidade. Desde a infância, teve contato com práticas artísticas no Instituto Garatuja, onde estudou artes plásticas com Márcio Zago e ludodança com Élsie Costa. Participou do Coral Infantil Amigos da Criança e estudou violão clássico com Antônio Celso Monteiro da Costa. Participou do movimento escoteiro desde os 8 anos de idade, no 74o Grupo Escoteiro Pedra Grande, no qual atuou até os seus 21 anos, como pioneira do Clã Professor Domingos Matheus. Nessa fase, começou a se interessar por organização de eventos, produzindo duas edições do Pioférias e uma edição do Acampio, experiências relatadas no blog Posso Só Pensar. Em 2011, recebeu a medalha de honra da União dos Escoteiros do Brasil, pelos 10 anos de bons serviços prestados à sociedade. Formada em Letras pela Unicamp, defendeu a monografia Uma Aprendizagem – Lóri e a Dialética do Devir, um estudo sobre Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector (2011). Em 2013, especializou-se em Criação em Multimeios (Cinema, Vídeo e Fotografia) pela Universidade Anhembi Morumbi, onde se concentrou em técnicas de hibridismo na fotografia. Concluiu em 2019 a especialização em Gestão, Política e Produção Cultural na Unicamp, com trabalho final sobre modelos de sustentabilidade para festivais de música independentes, tendo o Psicodália como estudo de caso.
Trajetória profissional Ingressou na Unicamp como técnica administrativa em 2010 e atua na Faculdade de Educação, onde desenvolve projetos de comunicação, cultura e acessibilidade. Foi secretária executiva da Coordenação Nacional do Fórum Nacional de Gestão Cultural (FORCULT) no biênio 2021–2023 e secretária da Regional Sudeste no biênio 2023-2025. Coordenou o projeto Ciclo Anticapacitista – Unicamp contra o capacitismo, premiado com o Prêmio PAEPE em 2024. Recebeu também o PAEPE 2022 pelo Manual de Eventos da Faculdade de Educação. Em 2024, foi eleita representante dos servidores técnico-administrativos no Conselho Universitário da Unicamp, destacando-se em debates sobre combate ao assédio moral e equidade.
Produção artística e audiovisual Romaro estreou como produtora audiovisual nas Oficinas Kinoforum de 2005, com o curta Maníacos do Parque (São Paulo/SP – Ficção, 4 min, cor, vídeo), exibido no 16o Festival Internacional de Curtas de São Paulo e na Mostra de Ilha Comprida (2006). Participou da captação de som do documentário Atibaia de Congos e Moçambiques (2006), dirigido por Amílcar M. Claro. Como poeta, publicou textos em blogs e revistas literárias, entre eles o Colorações do Cérebro e o Grão de Fato. Em 2012, desenvolveu o projeto fotográfico Estética como objeto do corpo, selecionado entre 10 melhores projetos pelo público do Prêmio do Movimento Hotspot, exibido em mostra na Casa do Lago da Unicamp, no mesmo ano, e disponível em vídeo. Nesta mesma época, produziu o curta Gênesis, após participar de uma oficina de Movimento Estático no Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS Campinas). Seu ensaio fotográfico (D)entre as pernas: ensaios sobre amor próprio e autoidentificação foi exibidos na II Mostra Unicamp de Fotografia (2015), na Virada Feminista Independente (2017), e no IV ELLAS - Encontro Latinoamericano de Feminismos (2018). Seu projeto fotográfico "Mosaico Nu" figurou na 1a edição da Revista Bufo, em 2020. Foi produtora do Coletivo Barbante, entre 2020 e 2022, que promoveu parceria em vídeos musicais com o Hospital das Clínicas da Unicamp e a Coalizão Negra por Direitos, para ações solidárias no período da pandemia de Covid-19. Em 2021, escreveu e dirigiu Como contar o tempo (How to Count the Time), selecionado para o Festival Guarnicê de Cinema, na mostra “Olhares sobre a Pandemia” e outros festivais nacionais e internacionais.
Ativismo e direitos humanos Giovanna é integrante do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), desde 2011, atuante nas greves pela Isonomia salarial (2011), pelas cotas e contra o corte orçamentário (2014), contra os super salários (2015), pela data-base (2018) e contra o ponto eletrônico (2023). É membra da chapa TLS Unicamp - Por um sindicato combativo e democrático, que passou a compor a diretoria do STU em 2025. Em seu texto O que muda quando você é uma pessoa com deficiência, publicado no blog da Faculdade de Educação da Unicamp, discute a vivência do autismo e a importância da acessibilidade nas universidades. Foi membra do Coletivo Autista da Unicamp e é co-fundadora do Coletivo Anticapacitista Adriana Dias. Participou da organização da audiência pública sobre cotas e inclusão de pessoas com deficiência na Unicamp. Colabora com a Frente de Cultura de Campinas, através da Câmara Temática Inclusão na Diversidade, cuja atuação busca melhorias na acessibilidade cultural do município e organiza periodicamente o Congresso de Acessibilidade Cultural de Campinas.
Podcast É apresentadora e produtora do podcast Porta de Saída, com conteúdos sobre uso terapêutico e medicinal da cannabis, e integrante da rede #OPodcastÉDelas, dedicado a processos criativos e feminismo.
Prêmios e reconhecimentos Prêmio PAEPE 2022 – Manual de Eventos da Faculdade de Educação. Prêmio PAEPE 2024 – Ciclo Anticapacitista – Unicamp contra o capacitismo. Seleção oficial – Festival Guarnicê de Cinema (2024).
Referências
Ligações externas Iduna Cultural Flickr – Giovanna Romaro Instagram – Iduna Cultural Podcast Porta de Saída